Tem um tipo de vazio que a gente só percebe depois de viver algo profundo.


Hoje eu observo muito como as relações estão rasas. Pessoas solteiras vivendo de distração em distração, de conversa em conversa, de encontro em encontro… mas quase nunca mergulhando de verdade em alguém. Parece que tudo é substituível, tudo é rápido, tudo é descartável.

Existe uma superficialidade estranha no ar. Como se sentir demais fosse fraqueza. Como se demonstrar amor fosse ingenuidade. Como se construir algo verdadeiro fosse “complicado demais”.

Mas a verdade é que relações profundas exigem coragem. Exigem responsabilidade emocional. Exigem olhar para dentro e também sustentar o outro quando as coisas ficam difíceis.

Ser superficial é mais fácil. É mais leve no começo. Você não se compromete, não se expõe, não corre tanto risco. Só que, no fundo, essa leveza muitas vezes esconde um vazio enorme.

Porque quem já experimentou uma conexão real sabe: nada substitui a sensação de construir algo verdadeiro com alguém.

No meio de tanta gente vivendo de momentos passageiros, ainda existem pessoas que acreditam em profundidade, em parceria, em crescimento conjunto. Pessoas que não querem só companhia para uma noite, mas presença para a vida.

E talvez o desafio hoje seja justamente esse: continuar sendo profunda em um mundo que parece cada vez mais raso.

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