Milagre é quando a gente insiste. E Deus confirma.


(Um relato simples de uma filha grata, uma mulher cansada, mas guiada por Deus)


A Festa Que Veio Depois

Como nem tudo cabe no dia 28, eu acabei comemorando de verdade no dia 8 de novembro, lá na Feira de São Cristóvão. Eu mando o convite sempre meio sem expectativa, só pra rever as pessoas mesmo.
E foi aí que Deus me surpreendeu de novo.

Amigos vindo de longe, gente que eu nem imaginava que iria…
Cantei até cansar, conversei, abracei, perguntei de todo mundo.
Meu namorado estava comigo, me acompanhou o tempo todo.
Mas confesso: depois das 2h da manhã, eu já tava derrotada. 😂
A idade cobra, a bebida diminui e o corpo avisa.

Teve bolo, parabéns, vela, presente… 

A Terça Que Mudou Tudo

Mas nada mexeu comigo como hoje 18/11

A célula, que sempre acontece na sexta, mudou excepcionalmente pra terça. E ficou martelando na minha cabeça o dia inteiro:

“Chamo minha mãe ou não?”

Eu lavando louça, pensando mil coisas, com o coração apertadinho.
Aquele medo… aquela dúvida… aquela conversa silenciosa com Deus:

“Deus, pra quê isso? Ela não vai. Ela vai dizer não. Ela tá dormindo. Ela tomou remédio…”

E eu quase desistindo.
Quase encolhendo.
Até que algo muito mais forte me puxou de volta.

Era Deus dizendo, no fundo da minha alma:

“Vai. Eu tô contigo.”

Chamei uma vez.
Chamei duas. Ela disse não.
Eu desanimei.

Mas Deus não.

Na terceira chamada, eu fui diferente. Fui firme, fui sincera, fui guiada:

“Que sono é esse do nada? Até 17h você tava acordada… não deixa o inimigo te usar, não.”

E ela levantou.
Meio devagar, meio relutante… mas levantou.

Enquanto ela se arrumava, eu orava baixo, sem ela ver.
Pedia força, pedia presença, pedia luz.
Coloquei um louvor, enchi a casa de fé.
E quando ela finalmente decidiu ir… meu olho encheu d’água.

Ali eu entendi:

Eu não preciso pedir mais nada pra Deus.
Ele já me deu o essencial.
O resto… Ele ajeita.

Gratidão Que Transborda

Eu tenho uma filha saudável.
Eu tenho um relacionamento que ainda tem o que amadurecer, mas que é real.
Eu tenho trabalho, tenho paz, tenho força.
E eu tenho Deus me usando de um jeito tão discreto e tão poderoso ao mesmo tempo.

Eu aprendi uma coisa:

Quando a gente se coloca como instrumento, Deus faz o resto.

Então eu deixo aqui, como sempre:

Procure a Deus.
Procure um culto.
Procure uma célula.

O resto… Ele faz.

 A palavra da noite foi Apocalipse 3:14–22 aquela carta sobre ser “morno” nem frio nem quente.


 “Conheço suas obras… você não é frio nem quente.” 

Jesus está dizendo:
“Eu sei como você está vivendo. Você não está firme, não está entregue de verdade. Está morna.”

👉 Morno significa:

  • Não tá no mundo, mas também não tá 100% com Deus.

  • Ora às vezes, busca às vezes, vive pela metade.

  • Quer Deus, mas ainda tem medo de se entregar total.

É exatamente aquela fase que você mesma fala: “eu tô voltando, mas ainda fico insegura, fico em cima do muro”.

E o fato de essa palavra ter vindo no dia em que levei minha mãe mostra o quanto Deus está me chamando pro lugar quente, comprometido, firme.


🧎‍♀️ 2. “Você diz: estou rica… não preciso de nada. Mas não vê que é pobre e cega.” 

Isso aqui não é sobre dinheiro.
É sobre autossuficiência.

É Jesus dizendo:
“Você acha que consegue carregar sua vida sozinha, resolver tudo sozinha, mas no fundo está cansada, ferida e precisando de mim.”

E sabe… parece que Ele tava falando comigo.
Diretamente.
Sem rodeios.
Daquele jeito que só Deus faz, quando Ele quer ajustar a gente mas com amor, com cuidado, com firmeza.

Aquele trecho dizendo que Ele conhece nossas obras, que sabe quando estamos pela metade, quando estamos tentando ser fortes sozinhas… mexeu comigo num nível que eu nem sei explicar. Porque é exatamente onde eu estou: vivendo, fazendo, resolvendo, empurrando a vida sozinha, mas por dentro ainda faltando algo.

A parte que mais pegou foi quando diz que quem Ele ama, Ele disciplina.
Cara… senti aquilo tão forte.
Não como bronca, mas como um abraço apertado dizendo:
“Eu tô aqui. Volta pra perto. Eu quero você inteira, não pela metade.”

E foi ali que eu percebi o quanto eu estou vivendo no morno: crendo, mas não mergulhando; cansada, mas não pedindo ajuda; forte, mas quebrada. E Deus foi e me mostrou tudo isso bem no dia em que minha mãe estava do meu lado  como se Ele estivesse cuidando da minha casa, não só de mim.

Ver ela ali, ouvindo, recebendo, me deu um sentimento que eu nem sei colocar em palavras… mas eu senti paz. Senti esperança. Senti que alguma coisa mudou naquele dia. Que foi um marco. Que não foi atoa.

No final, saí de lá entendendo uma coisa que ficou queimando no meu peito:
Deus não quer a minha versão perfeita. Ele quer a minha versão sincera.
A que tá cansada, a que tem dúvida, a que ainda tropeça, mas que continua abrindo a porta quando Ele bate.

E ontem Ele bateu.
E eu abri.

E talvez esse tenha sido o verdadeiro milagre do dia.

Finalizo essa terça com o coração cheio, a alma em paz e o céu inteiro me lembrando que vale a pena ser guiada.

E finalizo agradecendo você que leu até aqui.
Obrigada por caminhar comigo.
Obrigada por sentir comigo.
Obrigada por estar aqui.



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