Terceiro dia, pós separação.
Hoje eu acordei, pensei em fazer um karaokê aqui em casa. Chamar algumas amigas, pedir algo pra comer. Deixar Ágatha no quarto dela brincando com as crianças (filhos das minhas amigas). Só que ninguém quis vir. Todas já tinham compromissos. Algumas nem tinham mas também não fizeram questão. Me senti só.
Uma delas, me chamou para um churrasco de aniversário de um amigo dela. A mesma iria levar o filho dela de 5 anos. E falou pra e levar a Ágatha. Fiquei feliz pois eu e Ágatha poderíamos passar este dia juntas já que tô caindo na real aos poucos de que o pai dela não volta mais. Então tenho que depositar todo esse amor pra ela. (escrevo isso chorando muito).
Chegamos no churras, nos deparamos com adultos, cervejas, vodkas, cigarros e whisky. Tudo bem! Sentei de canto. Ágatha quis entrar na piscina, entrei com ela e logo veio um casal bem simpáticos brincar com Ágatha. Como ela é extremamente dada. Eles já morreram de amores. Enquanto isso fiquei de perto. Abri uma cerveja. Mas eu não conseguia beber pois com a Ágatha, não consigo ficar bebendo pois me cobro muito por questão de atenção.
Foi um dia divertido, Ágatha riu muito. Brincou com o Arthur (filho da Carol) e no final do dia, eu estava combinando de sair com as meninas que conheci lá nesse churrasco. Nisso, começou a tocar o pagode, me veio à voz do phelipe cantando. Aquilo doía em mim, sentia falta dele e sinto. Queria ele ali. Comigo e com a Ágatha. E foi me batendo um pequeno desespero em meio a sorrisos que dava para as pessoas, estava desesperada por dentro.
Começou a chuviscar. Pedi um táxi. sai rapidamente não hora do parabéns. So queria sair dali pra chorar. De repente, a internet não estava funcionando. O táxi dizia estar perto e nada de chegar. Estava num morro alto lá em laranjeiras. Onde só tinha mansões e uma ladeira enorme.
Achando que o táxi estava vindo, fui descendo com Ágatha, conversando com ela mas estava com uma sensação de medo. Pois não via o táxi sair do ligar e nem o vi subindo pela ladeira. resolvi ligar para o taxista o mesmo disse ter cancelado a corrida e eu não estava visualizando isso, e nem conseguia cancelar para pedir outro. Nisso que fui descendo já não sabia aonde estava. Pois não era uma ladeira reta. Eu tinha entrado numa rua. E a chuva estava apertando. Mandei mensagem para o phelipe falando que estava perdida e queria q ele pudesse me ajudar pedir algum Uber pois eu fechava e abria aplicativo e nada de funcionar a internet. A mensagem que mandava para o phelipe era SMS JÁ QUE O MESMO ME BLOQUEOU. Foi vindo uma sensação de choro. Eu sentei no meio do nada com a Ágatha sem entender muito. E comecei a chorar. De repente, desce um carro e era quem? O casal feliz que tinha simpatizado com a Ágatha. Perguntou apara aonde iríamos. E falei. Eles moravam logo ali embaixo. Pediu para que eu me acalmasse e o Uber deles se ofereceu para deixarmos em casa. Fez a estimativa é aceitava pix.
Comecei a me acalmar e agradecer a Deus por tudo. Porque antes mesmo de tudo isso ele já estava prevendo e então fez com que tudo isso tivesse acontecido. Esse casal me ajudou. Gratidão.
Ao chegar em casa. Agatha já estava adormecida em meu colo. Deixo a na cama e vou para o banho. Caio em lágrimas, porque tudo que eu queria era o phelipe na sala me esperando. Eu não sei dele, não sei se ele tá bem. Não sei se ele tá pensando em nós duas. Eu Jao sei de nada e isso acaba comigo. E tô sentindo falta da voz deles mas ao mesmo tempo, eu olho a minha casa sem cheiro de baseado, nem alguém sentado no sofá jogando um jogo de adoslecente e isso me faz a reflexão de que eu não preciso passar por isso. Mas é difícil. Porque tirando esse lado, eu queria o colo dele. Eu queria finalizar meu dia com ele. Agora estou aqui chorando escrevendo tudo siso. Porque não tenho coragem de encher mais ninguém com minhas histórias. Porque ninguém não está ligando para isso.
Eu quero que isso acaba logo, eu quero que o tempo passe mais rápido. Para que esquecer dele, a voz, o cheiro... eu só queria parar de sentir:
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