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Ninguém se apaixona tão rápido quanto quem precisa provar alguma coisa

Uma coisa que eu aprendi na marra sobre relacionamentos é isso: ninguém se apaixona tão rápido quanto quem precisa provar que é um príncipe… e que a ex é a louca da história. De repente a pessoa sai de uma relação cheia de conflitos, situações mal resolvidas, atitudes questionáveis… e em questão de dias ou semanas já está em outra história. Tudo muito rápido. Muito ensaiado. E quase sempre vem acompanhado de um roteiro bem conhecido: a ex vira a problemática, a exagerada, a emocional demais, a difícil. É mais fácil construir essa narrativa do que olhar para as próprias atitudes. O curioso é que, quando a gente viveu a relação de verdade, sabe exatamente como as coisas foram. Sabe das conversas intermináveis tentando resolver as coisas com maturidade. Sabe das situações de ciúme, controle, imaturidade. Sabe do desgaste emocional que foi tentando fazer a relação funcionar. E aí você vê a pessoa acelerando outra relação como se nada tivesse acontecido. No meu caso foi exatamente assim. At...

Hoje eu descobri a verdade.

​ Depois de tantas conversas, tantas dúvidas, tantas coisas que eu senti no meu coração… ele finalmente falou. Ele está ficando com outra pessoa. E por mais que, no fundo, alguma parte de mim já suspeitasse, ouvir isso doeu de um jeito que eu não consigo nem explicar. Essa madrugada foi uma das mais difíceis que eu já passei. Eu não consegui dormir, não consegui parar de chorar. Meu corpo inteiro ficou pesado, minha cabeça não parava e eu simplesmente não tive forças nem para levantar da cama. É como se a dor emocional tivesse virado física também. Minha imunidade caiu, meu corpo ficou febril, e eu só conseguia pensar em tudo que a gente viveu e em como as coisas chegaram nesse ponto. Dói muito perceber que alguém que você amou tanto consegue seguir em frente tão rápido. Dói perceber que enquanto você ainda está tentando entender tudo, a outra pessoa já está vivendo outra história. Hoje estava mexendo na mochila da minha filha e encontrei uma foto. Era uma foto nossa, de nós três. ...

Tem um tipo de vazio que a gente só percebe depois de viver algo profundo.

Hoje eu observo muito como as relações estão rasas. Pessoas solteiras vivendo de distração em distração, de conversa em conversa, de encontro em encontro… mas quase nunca mergulhando de verdade em alguém. Parece que tudo é substituível, tudo é rápido, tudo é descartável. Existe uma superficialidade estranha no ar. Como se sentir demais fosse fraqueza. Como se demonstrar amor fosse ingenuidade. Como se construir algo verdadeiro fosse “complicado demais”. Mas a verdade é que relações profundas exigem coragem. Exigem responsabilidade emocional. Exigem olhar para dentro e também sustentar o outro quando as coisas ficam difíceis. Ser superficial é mais fácil. É mais leve no começo. Você não se compromete, não se expõe, não corre tanto risco. Só que, no fundo, essa leveza muitas vezes esconde um vazio enorme. Porque quem já experimentou uma conexão real sabe: nada substitui a sensação de construir algo verdadeiro com alguém. No meio de tanta gente vivendo de momentos passageiros, ainda exist...

Retiro Atitude Radical.

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​ Existe um tipo de experiência que a gente não consegue explicar… só sentir. Eu vivi dias muito intensos no retiro Atitude Radical. Foram momentos de silêncio, confronto interno, reflexões profundas e, principalmente, de reencontro comigo mesma e com Deus. Nem tudo foi fácil. Teve cansaço, teve emoções à flor da pele, teve pensamentos que eu precisei encarar de frente. Mas também teve cuidado, acolhimento, aprendizado e algo que eu não sentia há muito tempo: paz verdadeira. As vezes a gente precisa se afastar do barulho do mundo pra ouvir o que realmente importa dentro da gente. Voltei diferente… mais consciente, mais forte, mais levee ainda processando tudo o que vivi. Algumas experiências não são feitas para serem totalmente explicadas… são feitas para transformar.

Hoje eu quero escrever sobre o medo

Um medo estranho, silencioso… que não chega gritando, mas sussurrando. Um medo que aparece quando a vida começa a mudar por dentro, quando o coração fica sensível demais, quando tudo parece ter um significado maior do que antes. Eu confesso: eu fiquei assustada nessa semana com as coincidências, com os sinais, com as palavras das pessoas, com a intensidade dos últimos dias. Minha mente está cheio de perguntas… e se isso for um aviso? E se eu estiver sendo chamada pra algo que eu não entendo? E se eu não estiver pronta? Mas no meio desse turbilhão, algo dentro de mim também sussurra outra coisa: vá . Vá mesmo com medo. Vá mesmo sem entender tudo. Vá mesmo com o coração apertado. Porque talvez coragem não seja ausência de medo… talvez seja caminhar apesar dele. Esse fim de semana eu vou para o retiro. Eu quase inventei uma desculpa para não ir ontem. Quase recuei. Quase deixei o medo decidir por mim. Mas não. Eu vou. Vou com fé. Vou com coragem. Vou aberta para o que Deus quiser fazer em...

Aos poucos, eu estou conseguindo me mover.

​ E isso, por si só, já é muita coisa. Eu sou uma pessoa resiliente. Sempre fui. Não porque a vida foi leve comigo, mas justamente porque ela foi pesada demais em muitos momentos. Quem me conhece de verdade sabe o quanto eu já sofri na infância, sabe o quanto a adolescência também foi marcada por dores profundas. Foram fases difíceis… difíceis de um jeito que molda a gente por dentro. Ao mesmo tempo, eu reconheço que também tenho muitas bênçãos. Sou, de certa forma, uma pessoa sortuda. Existe algo em mim que atrai carinho, presença, afeto. As pessoas sempre dizem que eu tenho uma luz, um carisma, uma energia bonita. Dizem que sou magnética. E eu fico me perguntando… que luz é essa? Porque quando o caos me atravessa, eu não consigo enxergar nada disso. Não vejo brilho, não vejo beleza, não vejo força. Às vezes eu penso que talvez as pessoas só falem coisas bonitas pra ver se eu me levanto. Mas mesmo quando estou bem, o carinho aparece de formas inesperadas. Pessoas que me acolhem, que m...

Como estou transformando dor em clareza e novos caminhos...

 Passei a noite em oração. Uma vela acesa ao lado da minha cama, o silêncio da madrugada e um coração cansado de carregar dor. Não pedi que ninguém voltasse. Não pedi respostas sobre o passado. Pedi algo muito mais difícil: clareza mental e paz para o meu coração. Porque as vezes o maior milagre não é recuperar alguém  é recuperar a si mesma. Dormi entregando a Deus aquilo que eu já não conseguia mais sustentar sozinha. E então acordei. Antes mesmo do café, antes da rotina corrida de mãe que precisa colocar filha na escola, se arrumar e encarar mais um dia de trabalho, recebo um reels enviado pelo meu ex  um garoto que eu amei profundamente. O vídeo? Misógino. Aquela velha narrativa: o homem que “valoriza” a mulher que se guarda, enquanto diminui a que vive, escolhe e existe fora do controle masculino. Perguntei qual era a intenção. Resposta: provocação às seis da manhã. E ali eu quase recaí. Quase deixei aquilo me atravessar de novo. Quase deixei que a opinião de alguém ...